José Donizete Cazzolato
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Graduado e Mestre em Geografia pela FFLCH da Universidade de São Paulo
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Pesquisador associado ao Centro de Estudos da Metrópole - CEM (São Paulo)
Natural de João Ramalho, SP (1955), morei também em Santo André (1970-05) e Campinas (2006). Concluí a graduação em 1978 e o mestrado em 2005, ambos no Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
Por quase três décadas (1974-2002) fui pesquisador e editor na Geomapas (Santo André), editora líder no segmento de mapas gigantes, onde gerenciei a produção de títulos em diversas escalas - cidade de São Paulo com o detalhe de ruas, Estados, Brasil, Continentes, Mundi e globos - direcionados a empresas, órgãos públicos e escolas de nível fundamental e médio. Este intenso período proporcionou-me vasto conhecimento da geografia de São Paulo e do Brasil, especialmente em toponímia, rede urbana, recortes regionais e territoriais. Em termos de cartografia propriamente, vivenciei a migração dos processos de produção - da fotomecânica para o meio digital.
Em 1990-91 participei decisivamente do grupo que coordenou a revisão territorial do município de São Paulo, a convite da Secretaria das Administrações Regionais. Esse trabalho resultou na Lei Municipal 11220/92, que estabelece os atuais 96 distritos paulistanos.
Associei-me ao Centro de Estudos da Metrópole em 2004, na época alocado nas dependências do CEBRAP, na Vila Mariana (São Paulo). Desde então participei de projetos diversos, prestando assistência a pesquisadores e cuidando da elaboração e manutenção das bases cartográficas do acervo CEM. Também fui professor de introdução ao geoprocessamento (20 horas presenciais), por cerca de dez anos.
Na dissertação de mestrado, em 2005, abordei os bairros das grandes cidades, destacando sua importância como ferramental de apreensão da realidade e substrato da identidade cidadã, assim como a conveniência de sua inserção na gestão pública e nos sistemas de representação política: “Os bairros como instância territorial local - contribuição metodológica para o caso de São Paulo”.
Em 2011 publiquei o livro “Novos Estados e a divisão territorial do Brasil: uma visão geográfica” (Oficina de Textos/CEM). Partindo do projeto de divisão do Pará (criando os estados de Carajás e Tapajós), conduzi uma discussão técnica sobre a questão das emancipações em nível estadual, propondo, ao final, novas unidades alinhadas ao padrão geográfico que se observa na trama atual.
Em 2020 republiquei o texto sobre a divisão macrorregional do Brasil apresentado em 2007 nos eventos da ANPUR e ANPEGE (Belém e Niterói). Nele analiso a urgência de se ajustar os contornos territoriais da região Norte, descaracterizada com a inclusão do Tocantins. Proponho a criação da região Noroeste (RO-AC-AM-RR) e a adição do Maranhão ao Norte, que passa a ser composto por: AP-PA-MA-TO.